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Chá das cinco

Chá das cinco

Desabafos #5- Birras e mais birras

Olá meus amores!

Post novo no ar!

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Hoje que vós trago é um assunto que dá muitas dores de cabeça e quem tem filhos sabe o que isso é, claro que estou a falar das famosas birras que nós deixam loucas e com os cabelos em pé por mais que tentamos chamar a criança/adolescente a razão, tentarmos perceber o ponto de vista deles não dá quando se passa o limite e chega a falta de respeito e a má educação, pior quando este tipo de birras é feita já por uma adulta também, não há paciência nenhuma.

Cabe aos pais orientarem as crianças que transitam do mundo onde a fantasia e a realidade muitas vezes se confundem, para o mundo concreto, onde existem regras e limites. Nesta fase, ao mesmo tempo que os mais pequenos procuram amor, carinho e segurança, procuram também mostrar a sua independência e provar que são capazes de fazer muita coisa sozinhos (Webster-Stratton, 2010).

Não consigo tolerar quando já há má educação, nós "mães" (eu não mãe biológica, mas sinto-me uma mãe, já falei aqui do meu trabalho e das minhas crianças), cuidadoras dá-nos tudo por eles, estamos sempre disponíveis e não há um sentimento de agradecimento. Nós mães que não percebemos, nós mães que somos sempre as más, nós mães que somos as chatas, enfim.

É importante e saudável que as crianças explorarem, toquem, mexam e descubram o prazer de experimentar o ambiente que as rodeia. Urge, no entanto, consciencializarmo-nos de que não é saudável deixar as crianças fazerem tudo o que querem, sem regras, alimentando o sentimento de que tudo lhes é permitido (Ramalho, 2001).

Os filhos precisam de educação, saber o que é o respeito pelo próximo. Sei perfeitamente que cada pessoa tem a sua personalidade, o seu feitio, os seus gostos, a sua maneira de ser nenhum de nós precisamos ser formado para percebermos que temos que ter atenção este tipo de coisas, mas o que ultrapassa o limite do razoável já é de mais. Não podemos olhar para as birras com algo ligado temperamento da criança só aumentará a probabilidade de estas continuarem a acontecer. Sei perfeitamente que tem haver a palavra “não” na educação das crianças e o não reconhecimento da autoridade de quem a aplica, são factores que contribuem para o surgimento e manutenção dos problemas de comportamento.

Olhar para as birras como algo ligado ao A ausência da  Não “psicologizar” de mais o desenvolvimento infantil poderá ser uma ajuda na educação das nossas crianças. Os traumas da infância não são provocados por um “não!” convicto no momento certo (Ramalho, 2001)

Cansada de birras e mais birras!!

Estes últimos dias têm sido infernais de birras.

Nos últimos tempos só me apetece manda-los para bem longe de mim e tirar umas férias para desligar de tudo e deles principalmente. Parece uma doida todas as manhãs quando tento por limites, despacha-los para escola e para o trabalho, que se vistam bem, que levem lanche, que arrumem o quarto. Cada um a querer exigir as suas coisas e a puxar para o seu lado, tudo é motivo para uma birra credo não sei como aguentar tanta mas tanta birra. Tenho um miúdo quando faz birra faz daquelas bem sérias. O que é um birra a sério? aquelas que envolvem cenas dramáticas na rua, lágrimas, gritos, bater portas, partir coisas e lançamentos ao chão como se o mundo fosse acabar [e a nossa capacidade de ser calmas também acaba de uma maneira louca]. O raio do puto não cede de maneira nenhuma quando é contrariado e já tem 11 anos. Quando acabam as birras? Alguém me sabe dizer?

Muitas crianças, ao serem confrontadas com as exigências, regras e limites, reagem com birras, agressividade ou choro (Webster-Stratton, 2010)

Uns dias uns, uns dias outros, todos têm feito birras e o que me deixa pior é que estou sempre a dar o meu melhor e a tentar fazer tudo para terem dias divertidos e felizes, digo já que ser mãe não é fácil mesmo nada fácil (como disse eu não tenho filhos biológicos senão dava em doida).

Já tentei falar, já tentei ignorar, já tentei arranjar várias dicas, mas nada resulta e pedem desculpa e dizem que não fazem mais birras, mas passado um bocado lá começa outro. 

Temos que ser firmes na nossa educação por mais difícil que seja, por mais doloroso que pareça e por mais errado que parece no momento. As regras têm que serem cumpridas, educação tem que estar lá. respeitar o outro tem que ser um valor bem vinculado na vida do ser o humano. Claro que podemos não gostar de alguém ou de alguma coisas, mas o respeito nunca pode faltar. E o "não" faz parte da nossa vida e tem que haver "não" na educação dos nossos filhos, sei que não é fácil, não tem sido nada fácil, principalmente para mim porque não tenho experiência de mãe de verdade, vou aprendendo com os outros, com o que leio e com a experiencial da vida.

Preparar a criança para a vida adulta implica, também, ajuda-la a mover-se adaptativamente num meio onde existem regras que ela deve respeitar (Moreira, 2007).

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Odeio birras e anda a deixar-me de rastos…. 

Há dias que só me apetece fugir…

 

O meu mundo! Coisas boas acontecem...

E vocês como lidam com as birras? Quais as vossas dicas? Deixem aqui tudo. (depois vou deixar as minhas)

Subscrevam o blogue e comentem.

Beijinho e marcamos encontro na próxima publicação.

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